Coé... Saudades da Terça do Funk, né, braço? Partiu escrevê de madrugada chei de sono? Já é, então!
Caíram no meu colo, na semana passada, alguns vídeos digníssimos de estarem nesse humilde espaço. Porém, vou por um pouquinho de cada vez, começando por vídeo que recebeu um comentário, feito pelo Bruno Motta, nosso colega de Salada, muito pertinente.
Uma nova era de Funk está para surgir e os pioneiros são os Mulekes Piranha. Antes de qualquer coisa:
Tá Ok, uma nova era, ou um novo éon, é um pouco de exagero. Mas posso dizer, com segurança (usando as palavras dos outros), que o Funk está ganhando um novo braço (he-he). Agora há uma nova segmentação para o nosso querido Funk Carioca: o Funk Progressivo!
Mas por que Progressivo?
Usando das palavras do Bruno: " (...) é q abre uma nova possibilidade pro funk. (...) sai do funk putaria, dominante hj, e passa pro funk progressivo. Que esbanja técnica. É um funk feito só pros caras mostrarem a técnica deles em coreografia."
São ou não o Dream Theater do Funk?
Assim como os progressivos do Rock os funkeiros também estão apelando para a ostentação de toda a técnica, habilidade e ousadia e, assim, consequentemente, estão, também, ganhando o mundo. Isso Mesmo. Vou deixar que a galera do SporTV explique direitinho essa história:
Então é isso: preparem-se para uma nova era. O Funk outsider, moleque, maroto, está dando lugar a um estilo mais erudito, profundamente técnico e com grandes chances de ganhar o mundo.
Essa foi uma pequena pedalada para um moleque piranha e um gigantesco salto para humanidade.
[Victor Hugo é: muleEEKE PREIBÓÓI...]
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
É, novinha! Terça do Funk
Rápido e rasteiro:
Que declaração de amor, hein...
[Victor Hugo é: Neuróticão...]
Que declaração de amor, hein...
[Victor Hugo é: Neuróticão...]
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Daber she ze anachnu: Terça do Funk
"Posta com raiva!" - MC Marcelly sobre V.H
"Ele tá que tá..." - MR Catra sobre Salada Livre
"Só postada violenta!" - MC Luan sobre Terça do Funk
"Ratatatatatá, ratatatatatá!" -MC Doriva sobre Salada Livre
Sentiu saudades? Nem eu... mas depois de tantos pedidos e tantos sinais, resolvi por desenterrar a Terça do Funk.
Nesse sábado, dia 23 de janeiro, estávamos lá no - tão famoso - CIT (Centro de Informações Turísticas), da cidade de Niterói e, como o marasmo era imperdoável e não perdoava um cristão sequer, resolvi ler o caderno Prosa & Verso do jornal O Globo. Na última página me deparo com: Funk carioca em Israel. Ri alto e, só depois fui ler a notícia. Segue um trecho:
Sandro Korn, o MC Sapinho de Israel, é o caçula de uma família de 4 irmãos e foi pra Israel depois do seu irmão mais velho fazer a aliyah (palavra que designa o processo pelo qual os judeus de outros países migram pra Israel) em 2000. Chegando lá, viveu no kibutz Ein Schofet, mas não teve tempo de se estabelecer: apenas 4 meses depois teve de servir o exército. Serviu dois anos na fronteira com o Líbano em um batalhão de artilharia antiaérea.André Leones
"A luz não é das melhores, mas é possível ver o que está à frente e ao redor sem muitos problemas. No palco o cantor, duas dançarinas e o DJ com a parafernália de praxe. A galera dançando ao ritmo de funk carioca pode dar a impressão de que estamos na Cidade de Deus ou no Andaraí, mas não é o caso.
Estamos no Rich Mar, em Tel Aviv. Na platéia, brasileiros residentes ou de passagem pelo país cantam todas as músicas, coisa que não intimida os nativos e outros presentes no local. Pelo contrário: graças à música, a babel improvisada acaba por se tornar a mesma e única festa, como se todos ali farreassem juntos há tempos. Alguém poderia argumentar que se trata de uma característica da noite de Tel Aviv, cidade que, junto com a libanesa Beirute, é a mais cosmopolita do Oriente Médio, um ambiente secular se comparado ao de Jerusalém. Mas isso não importa. À medida que cantor, DJ e dançarinas incendeiam o lugar com uma sucessão de hits reconhecíveis mesmo por aqueles que não curtem a batida, temos a impressão de estarmos em um autêntico baile funk no coração da noite carioca.
Majestoso, gorducho, quem está no centro do palco fazendo o seu terceiro show naquela noite é o MC Sapinho de Israel. Careca coberta por um boné, camiseta larga e calça jeans enfileira frases e versos em português e hebraico. Está em seu elemento. O público percebe e canta com ele versos como: Na minha casa / O mal não vai entrar / Tem a bíblia e o alcorão / e na porta o Mezuzá". Todos ali parecem concordar alegremente que o "O bonde mais sinistro / É Jerusa e Nazaré". Assim, MC Sapinho segue em suas palavras, "introduzindo a cultura do funk" na pátria de Amoz Óz e Shimom Peres [...]"
Todos sabiam do seu apreço pelo funk. Sempre que podia, vinha ao Rio e foi numa dessas que, numa festa de aniversário, foi convidado a dividir o Palco com MR Catra. Sapinho impressionou ao Chico Buarque do funk e logo recebeu uma proposta: Compor uma música juntos, misturando o hebraico e o português. Daí surgiu "Daber she ze anach(pigarro)nu, ou em português, "fala que é nóis". Logo o MC sapinho se tornou conhecido. Em Israel conhece Gilad Sabach, ou DJ Brasiloca e, com essa parceria, cai na noite de Israel chegando a fazer 60 shows por mês (TENSO), ganhando por volta de R$400 por apresentação.
Ele tá que tá introduzindo mais um elemento cultural brasileiro no mundo. No seu repertório tem Funk pra tudo quanto é gosto, dos antigos Raps aos funks mais novos.
Tenho que dar uma cutucadinha antes de ir embora. Uma vez, nem me lembro como, entramos numa discussão sobre o funk, diferente da bossa nova e do samba, não ter nada de brasileiro. Bom, como já disse antes, pingou aqui, misturou, disseminou, é nosso! Foi assim com o, hoje queridinho, samba e com a bossa. No vídeo a seguir podemos perceber os elementos da música dos antigos escravos brasileiros que, misturado ao eletrônico do hip-hop extrai-se o Funk Carioca. Desta vez em hebraico, inglês e português.
Segura essa:
E ae? Partiu Tel Aviv curtir um baile funk?
Shalon!
[Victor Hugo é: O Pente]
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terça-feira, 14 de abril de 2009
Que isso, p*%%@? O Tamborzão parou?
Boa terça, galera! Bom, antes da Terça do Funk (que andou um pouco sumida), vou pedir perdão (mais uma vez) pela falta que ela tem feito na sua vida. Muitos leitores estavam me cobrando, dizendo que suas vidas não seriam mais as mesmas sem os pancadões de terça-feira (mentira). Então para atender aos pedidos dos que fazem a salada, trago de volta as Terças do Funk. Adiantando que não prometo estar aqui toda semana, mas farei o máximo para mantê-los atualizados com o "What's new" do funk carioca.
Desta vez, para aproveitar o título, o funk é sem tamborzão.
Como foi dito na série Terça do Funk Roots, o funk carioca surgiu de um estilo americano homônimo. Pois é, esse estilo também pingou no Brasil e, como todas as outras coisas que batem nessa terra, se misturou e ganhou identidade própria. Por aqui, principalmente no Rio de Janeiro, temos um funk bem misturado. Misturado com samba, pop-rock e influenciou visivelmente os estilos da black music.
Para ilustrar o que eu estou falando, escolhi três grupos:
O mais que miscigenado Funk'n'lata: o grupo do Morro da Mangueira nasceu na década de 90 e mistura o funk com a batucada do samba. Ninguém melhor que Ivo Meirelles, fundador do Funk'n'lata, para explicar como se dá essa farofa.
E por falar em farofa:
O Farofa Carioca é um grupo musical brasileiro, do Rio de Janeiro, formado nos anos 90, com estilo variado devido a combinação de ritmos como rock, pop, rap, samba e funk. Em algumas apresentações são usados números circenses e dança. Seu principal vocalista foi o cantor Seu Jorge, que hoje atua em carreira solo. Em seu lugar na banda encontra-se o cantor Mario Broder, ex-vocalista do grupo Funk'n'Lata.
By: Lord Wikipédia
Por mais que se classifique o Farofa como samba-rock, o funk é muito evidente nas suas músicas.
Para finalizar por hoje, apresento-lhes o Funk como le Gusta.
Big band de soul-funk, começou a atuar em 1998, na boate Espaço Anexo e no Blen Blen (SP). No repertório, grooves, músicas dos anos 70, soul brasileiro. São 16 toneladas de puro funk. Deixe-se levar pelo groove do baixo, o ritmo da batera e as belas melodias dos metais e baila el Funk como le Gusta.
É isso ae, galera. Eu também estava morrendo de saudade de vocês. Nessa semana eu vou tentar trazer uns álbuns dessas bandas para o leitor querido fazer download. Então PLAY THAT FUNKY MUSIC.
Abraços
[Victor Hugo é: Sex Machine]
Desta vez, para aproveitar o título, o funk é sem tamborzão.
Como foi dito na série Terça do Funk Roots, o funk carioca surgiu de um estilo americano homônimo. Pois é, esse estilo também pingou no Brasil e, como todas as outras coisas que batem nessa terra, se misturou e ganhou identidade própria. Por aqui, principalmente no Rio de Janeiro, temos um funk bem misturado. Misturado com samba, pop-rock e influenciou visivelmente os estilos da black music.
Para ilustrar o que eu estou falando, escolhi três grupos:
O mais que miscigenado Funk'n'lata: o grupo do Morro da Mangueira nasceu na década de 90 e mistura o funk com a batucada do samba. Ninguém melhor que Ivo Meirelles, fundador do Funk'n'lata, para explicar como se dá essa farofa.
E por falar em farofa:
O Farofa Carioca é um grupo musical brasileiro, do Rio de Janeiro, formado nos anos 90, com estilo variado devido a combinação de ritmos como rock, pop, rap, samba e funk. Em algumas apresentações são usados números circenses e dança. Seu principal vocalista foi o cantor Seu Jorge, que hoje atua em carreira solo. Em seu lugar na banda encontra-se o cantor Mario Broder, ex-vocalista do grupo Funk'n'Lata.
By: Lord Wikipédia
Por mais que se classifique o Farofa como samba-rock, o funk é muito evidente nas suas músicas.
Para finalizar por hoje, apresento-lhes o Funk como le Gusta.
Big band de soul-funk, começou a atuar em 1998, na boate Espaço Anexo e no Blen Blen (SP). No repertório, grooves, músicas dos anos 70, soul brasileiro. São 16 toneladas de puro funk. Deixe-se levar pelo groove do baixo, o ritmo da batera e as belas melodias dos metais e baila el Funk como le Gusta.
É isso ae, galera. Eu também estava morrendo de saudade de vocês. Nessa semana eu vou tentar trazer uns álbuns dessas bandas para o leitor querido fazer download. Então PLAY THAT FUNKY MUSIC.
Abraços
[Victor Hugo é: Sex Machine]
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quarta-feira, 18 de março de 2009
Terça (leia-se: Quarta) do Funk
Desculpem por, mais uma vez, aparecer por aqui nas primeiras horas da quarta-feira. Mas estou aqui.
Dia desses eu estava na casa da minha tia e, mudando de canal, sem querer achei o programa da furacão 2000. Pensei logo em me manter atualizado e, quem sabe, ver alguma coisa interessante para postar. O resultado foi mais ou menos esse.
Assisti a um show estranho. Tinham dois anões, um cara de peruca e um cabra vestido de mulher no palco, como não aguento com anões, depois de me escangalhar de rir, parei para prestar mais antenção na letra. Percebi que ela tratava do cotidiano das empregadas domésticas e que os anões eram os filhos do cara vestido de mulher, que representava a empregada, e o cabeludo era o marido. Na falta de algo melhor para postar, resolvi por apresentá-los à Creide e sua família (E qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência).
Não vou falar muito dela, apenas adiantar que a Creide, assim como tantas outras Creides do Brasil, é empregada doméstica e trabalha para sustentar um marido que não faz nada, o filho que puxou ao pai e a filha que é uma funkeirinha cheia de piolhos. A música fala um pouco desse dia-a-dia.
Coincidência ou não, no domingo seguinte eu estava assistindo ao Pânico na TV e no Quadro da Miss Beleza interior, acho, Vesgo e Sílvio encontraram com a anã que representa a filha da Creide e elegeram-na vencedora daquela etapa do concurso
Sem mais "bilongas" (adoro esse trocadilho), segue o depoimento, em forma de funk, da Creide.
[Victor Hugo é: Um cara que precisa começar a escrever as terças-do-funk na segunda-feira]
Dia desses eu estava na casa da minha tia e, mudando de canal, sem querer achei o programa da furacão 2000. Pensei logo em me manter atualizado e, quem sabe, ver alguma coisa interessante para postar. O resultado foi mais ou menos esse.
Assisti a um show estranho. Tinham dois anões, um cara de peruca e um cabra vestido de mulher no palco, como não aguento com anões, depois de me escangalhar de rir, parei para prestar mais antenção na letra. Percebi que ela tratava do cotidiano das empregadas domésticas e que os anões eram os filhos do cara vestido de mulher, que representava a empregada, e o cabeludo era o marido. Na falta de algo melhor para postar, resolvi por apresentá-los à Creide e sua família (E qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência).
Não vou falar muito dela, apenas adiantar que a Creide, assim como tantas outras Creides do Brasil, é empregada doméstica e trabalha para sustentar um marido que não faz nada, o filho que puxou ao pai e a filha que é uma funkeirinha cheia de piolhos. A música fala um pouco desse dia-a-dia.
Coincidência ou não, no domingo seguinte eu estava assistindo ao Pânico na TV e no Quadro da Miss Beleza interior, acho, Vesgo e Sílvio encontraram com a anã que representa a filha da Creide e elegeram-na vencedora daquela etapa do concurso
Sem mais "bilongas" (adoro esse trocadilho), segue o depoimento, em forma de funk, da Creide.
[Victor Hugo é: Um cara que precisa começar a escrever as terças-do-funk na segunda-feira]
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quarta-feira, 11 de março de 2009
Piscou, já era. Terça do Funk

Eu fiz de tudo para que isso não acontecesse, mas infelizmente não foi o suficiente. Excepcionalmente, Terça do Funk nesta quarta-feira.
Bom, não restou muito para ser dito à respeito do funk dos anos 2000. Ele passou por poucas mudanças até chegar naquilo que você ouve em todo lugar (principalmente no Rio de Janeiro). O funk erótico, que surgiu no final dos anos 90, é o mais popular hoje em dia, apesar do proibidão (aquele das facções) ainda ter um lugarzinho guardado no coração dos funkeiros.
O funk, nos anos 2000, desceu o morro e tomou o asfalto de assalto e, não contente, seguiu até o Galeão e de lá comprou uma passagem de primeira classe para a Europa. Lá ele fez a festa. Em 2005 teve uma união bem feliz com a cantora inglesa மாதங்கி 'மாயா' அருள்பிரகாசம், vulgo M.I.A, na música Bucky Done Gun. União essa que rendeu frutos para as duas partes.
Foi nesse período que o funk começou a ser alvo de estudos acadêmicos. Documentários como "Sou feia mas tô na moda" que conta a história do funk, ao mesmo tempo em que debate o papel da mulher no movimento. Apesar do título do documentário ser o de uma música da Tati Quebra-Barraco, a guia desse tour, proposto pelo filme, é a Deise Tigrona, ou Deise da Injeção, pioneira do funk explícito e famosa pelo hit "tá ardendo mas tá entrando/Arranhando mas tá entrando...".
E as mulheres? O que falar sobre elas?
É, eu não assisti ao documentário ainda, mas posso dizer que ainda hoje nós podemos perceber que a mulher ainda é submissa e que também deu a volta por cima. De um lado vemos a Gaiola das Popozudas, que fazem o homem enlouquecer e mandam a gente latir enquanto eleas passam, no outro temos a "fiel" e a amante discutindo quem é melhor para o homem. A verdade é que o funk continua sendo um pouco machista. Apesar das mulheres terem conquistado o seu lugar, o homem continua sendo o centro das atenções nas letras. Elas parecem estar mais preocupadas com o que fazem os homens fazer do que com qualquer outra coisa.
A questão acima é uma das muitas que o funk levanta. A relação dos Mcs com drogas, associações criminosas, contravenções, as próprias letras que tratam destes temas e de outros, causam debates constantes entre os estudiosos e entre os populares. Hoje o Funk é tocado no morro e nas chopadas universitárias, na casa do preto e na casa do branco, na casa do rico e na casa do pobre. Ele veio para ficar e vai ficar, quer queiram quer não.
Música e cultura, apesar de muita gente dizer que não, o funk é isso, mas também é violência, drogas, obcenidade e etc. Não podemos fazer mais nada além de aprendermos a conviver com ele. Eu aprendi, e você?
[Victor Hugo é: Mágico MC, e representa toda hora]
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Victor Hugo
terça-feira, 3 de março de 2009
Hoje é terça, deixa os garoto brincá!

Antes de mais nada gostaria de pedir desculpas pela falta da Terça do funk na terça passada. Até tentei postar algo aqui, mas a semana que passou foi um pouco conturbada. Porém, estou de volta para dar continuidade ao post sobre a história desse gênero musical tão presente no dia-a-dia do carioca.
Como já foi dito, o funk veio se popularizando no Rio de Janeiro e tomando forma no início da década de 90. As letras passam a falar sobre o cotidiano das comunidades carentes, o ritmo vai ficando cada vez mais popular e os bailes cada vez mais frequentes. Ao mesmo tempo em que vai crescendo, o gênero passa a ser, gradualmente, marginalizado e criticado. Não só pelo fato de ser um estilo "do morro", mas também por causa dos bailes de corredor, onde se abria um corredor no meio do salão que separava o Lado A do Lado B, que se espancavam entre si embalados pelas músicas de exaltação a uma comunidade ou outra. Essas "brigas" resultavam em vítimas (algumas vezes fatais) e repercutiam negativamente na imagem do movimento.
Logo que os bailes foram ameçados de ser proibidos, surgiu a conscientização por parte dos artistas. Os raps passaram a pedir paz nos bailes e a falar de amor. Estava surgindo uma nova vertente do Funk, o funk melody (ou Charme). E quem se atreve a me dizer a diferença entre o charme ou funk?
O Charme era baseado no Freestyle (também Norte-Americano) e era caracterizado por uma batida mais melódica e letras mais românticas. O que popularizou, mais ainda, o estilo. E por culpa de artistas como Latino, Mc Marcinho e o grupo Copacabana Beat, o funk ganhou espaço na grande mídia.
1995 foi "o ano" para o funk carioca. A partir deste ano, as vertentes do estilo começam a ganhar espaço nas rádios AM e na TV, através do programa da Furacão 2000 que era exibido na CNT. Esse período revelou artistas como Claudinho e Buchecha, Cidinho e Doca e equipes de som como Pipo's e Cashbox (que também rendiam alguns tapas na cabeça. Quem era criança na época sabe do que eu estou falando), além de pérolas do "funk das antiga" como Rap do Silva, Rap do Solitário, Estrada da Posse, Eu só quero é ser feliz e por aí vai. Paralelo a isso outro braço do funk estava ganhando popularidade: o, marginalizado desde seu nome, funk proibidão.
O proibidão costumava falar sobre criminalidade ou grupos criminosos específicos, se referindo aos inimigos como "os alemão". Esse estilo era mais reservado aos bailes de comunidade, que logo foram associados ao tráfico de drogas. Músicas como Rap das armas são as pioneiras do proibidão, vertente popular até os dias de hoje.
Além das vertentes citadas acima, no final da década estava surgindo o funk erótico, ramificação que começava a ganhar força no final da década 90. Como o nome já diz, tem letras de conotação sexual.
O funk estava pronto. Agora era só descer do morro em direção à cidade para ser consolidado e ganhar espaço definitivo como manifestação cultural. E como essa descida aconteceu? Só terça que vem.
Na próxima semana: Funk e sociedade: Os anos 2000
[Victor Hugo é: O kit]
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Terça Funk Roots. 1ª Parte

Tá ligado nas raízes do funk? Então é disso que eu vou falar hoje. Fechou com nós?
O funk como conhecemos, o chamado funk carioca, surgiu à partir do Miami Bass. De acordo com o deus Wikipédia "Esse estilo (também conhecido como som de Miami) é um tipo de hip hop que se tornou popular nos EUA nos anos 80 e 90. Ele é conhecido [...] pela batida de dança acelerada e, algumas vezes, pelo conteúdo sexualmente explícito das letras". Analizando suas raízes, concluímos que , na verdade, o funk carioca é o primo pobre do Rap e do hip-hop.
Para quem acha o Miami Bass um pouco distante e diz "Não sei do que ele está falando", eu lhes pergunto: Quem nunca levou um tapa na cabeça e ouviu um "Guiriboi" logo em seguida? Então. Get it Boy, do Fresh Celest, é um dos clássicos do Miami Bass que ficou famoso no mundo inteiro, junto com Supersonic das J.J Fad (A gaiola das popozudas norte-americana dos anos 80), Planet Rock do Afrika Bambaataa (nesse vídeo com o Kraftwerk) entre outros.
Se você ainda não sabe do que eu estou falando, assista à abertura de Fresh Prince of Bel Air (Um maluco no Pedaço). O Personagem do Will Smith, o Will, nada mais é do que um "funkeiro" que arrumou confusão na Filadélfia e, depois de uma briga, foi morar num bairro nobre com os parentes ricos. Este personagem é um estereótipo do funkeiro da época, bonézinho de lado e tudo mais.
E no Brasil? Por aqui duas equipes de som estavam se fundindo na década de 70: a Som 2000, de Rômulo Costa e a Guarani 2000, de Gilberto Guarani, formando assim, a Furacão (já) 2000, que inicialmente realizava bailes de soul e funk (aquele do James Brown). Pois bem, como tudo o que pinga nessa terra é sugado qual esponja, o Miami Bass, misturado com o Funk Melody (Do Stevie B, lembra?) deu origem ao funk "ainda bebê" carioca. Foi nesse período, já na década 80 (Quase 90, por sinal), que surgiram os Raps e os melôs, como "Feira de Acari" por exemplo, que tratavam do cotidiano das favelas.
Bom, ainda temos bastante coisa para tratar sobre as raízes do funk, mas a terça-feira já está acabando. Então, para eu não ter que terminar de postar a Terça do Funk na quarta feira, guardo o finalzinho da matéria para a próxima semana.
No Próximo Episódio: Década de 90: O Funk Sobe o Morro. e 2000: O Funk Desce o Morro.
Aí vai uma prévia:
Dexusgárotu Brincá!
[Victor Hugo é: Brow]
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Pancadão Semanal. Terça do Funk...

Saudações, leitores saladianos. Aproveitando a postagem do Bruno sobre Reciclagem musical, hoje a Terça do Funk trata sobre o Sr. Catra.
Wagner Domingues Costa, o Mr. Catra nasceu e cresceu no morro do Catrambi, no Borel e estudou no Colégio Pedro II (Unidade Tijuca), onde atuou como líder estudantil, participando da criação do Grêmio Estudantil.Em meados da década de 80, como violonista, montou uma banda de rock denominada O Beco, que chegou a fazer um relativo sucesso em festas particulares, escolas e faculdades. Hoje mora na Glória, na Zona Sul do Rio, sendo pai de 13 filhos com mães diferentes. Em suas turnês anuais já pôde mostrar seus trabalhos em países como : Suécia, Suíça, Inglaterra, Dinamarca, Alemanha, Polônia, Israel, Noruega, Holanda, Rússia, Espanha, Franca, Bélgica, etc.
O Fiel possui inúmeras músicas gravadas entre os chamados proibidões (Músicas que "enaltecem" ou "Fazem "apologia" ao crime), e parcerias com Latino e outros MC's. Mas o que torna esse funkeiro "especial", são suas releituras.
Catra já gravou músicas do MC Leozinho (Se ela mama meu ganso, versão de Se ela dança eu danço.), do Bonde dos Hawaianos (Vem que, vem que, vem quicando, no colo dos africanos), da Tati Quebra Barraco (67 Patinete). Mas as principais releituras, as que me motivaram a escrever sobre o Catra no Salada, foram as versões fora do mundo do Funk.
As suas músicas mais famosas: Adultério e Meu Boneco duro é assim, são releituras de Tédio, gravada pelo Biquini Cavadão e Meu cabelo duro é assim, famosa pelo chiclete com banana respectivamente. Todas as duas bem feitas, com uma linguagem bem popular e de um humor tão popular quanto! Menos famosas, mas não menos engraçadas (Acho até melhores), temos pérolas como Uma mamada de manhã (Tarde em Itapoã do Vinícius de Moraes, famosa na voz do Tom Jobim), Cara de mamada (Coisas que eu sei da Dani Carlos), Toalhas e Fronhas (Pais e filhos, Legião Urbana), Se o meu P@* não parar de crescer (Primeiros Erros, capital Inicial) e Bonequinho de Voodoo (Se você pensa, Roberto Carlos). Todas na mesma linha, falando de mamadas e coisas do tipo.
As músicas ficaram muito boas. As tiradas do Catra são sensacionais. Trechos como "Daqui pra frenteee, larga a macumba e vira crente" e "Sooobe agoraa Uuuhh... To com o boneco pra foraa", acabaram comigo. Apesar de eu ser contra os funks ditos proibidões, sigo a linha de que toda manifestação cultural tem o seu devido valor, o funk não fica atrás e não há ninguém melhor que o Catra para representá-lo. Por isso, vale a pena conferir todos os links. Mas tirem as crianças da sala antes.
Grande abraço aos leitores, funkeiros ou não, do Salada Livre!
[Victor Hugo é: Pacêro, tá ligado?]
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Victor Hugo
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Terça Funk Salada Livre
Estou aqui desta vez para estrear a Terça do Funk Salada Livre.
Após a suposta morte do MC Buiú, autor de clássicos como "Ela balança mas não pára" e "Com a boca na língua com a lígua na boca" (Versão light das originais), resolvi criar a Terça Funk Salada livre. Como o nome já sugere, todas as terças eu venho presenteá-los com o que há de mais interessante no mundo do funk. Essa manifestação cultural tão polêmica e... (faltam adjetivos).
Bom... Indo direto ao assunto, hoje li uma notícia a respeito da, já citada, morte do MC Buiú. O Poeta teria sofrido um acidente de moto em dezembro estando internado desde então. O Funkeiro não teria resistido aos ferimentos e morrido ontem.
Falo em hipoteticamente pois ainda não li nada de oficial, somente alguns rumores em comunidades e outros blogs. Assim que conseguir algo de oficial (Ou até mesmo confiável), voltarei com mais detalhes.
Ainda assim, deixo uma homenagem ao MC feita pelo Van Damme
[Victor Hugo é: Braço!]
Após a suposta morte do MC Buiú, autor de clássicos como "Ela balança mas não pára" e "Com a boca na língua com a lígua na boca" (Versão light das originais), resolvi criar a Terça Funk Salada livre. Como o nome já sugere, todas as terças eu venho presenteá-los com o que há de mais interessante no mundo do funk. Essa manifestação cultural tão polêmica e... (faltam adjetivos).
Bom... Indo direto ao assunto, hoje li uma notícia a respeito da, já citada, morte do MC Buiú. O Poeta teria sofrido um acidente de moto em dezembro estando internado desde então. O Funkeiro não teria resistido aos ferimentos e morrido ontem.
Falo em hipoteticamente pois ainda não li nada de oficial, somente alguns rumores em comunidades e outros blogs. Assim que conseguir algo de oficial (Ou até mesmo confiável), voltarei com mais detalhes.
Ainda assim, deixo uma homenagem ao MC feita pelo Van Damme
[Victor Hugo é: Braço!]
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